29/11/2008 - 20:10

O São Paulo publicou o seguinte levantamento no site oficial do clube. Soberba, arrogância ou constatação? Leia com atenção.
“Os números de derrotas dos últimos três campeonatos nacionais do São Paulo fazem com que o time esteja no mesmo nível de equipes de ponta da Europa. O Tricolor perdeu 16 vezes em partidas válidas pelo Brasileirão, número que só é superado no Velho Continente por Chelsea e Porto (11), Internazionale (ITA), Bayern de Munique e Manchester (15) em seus torneios nacionais. O número é ainda mais expressivo quando é levado em conta que dessas equipes da Europa apenas três conseguiram o bicampeonato nacional, como o Tricolor fez em 2006 e 2007. Manchester, Internazionale e Bayern são os outros bicampeões com pouquíssimas derrotas no último triênio”.
No mesmo dia, Zico, o Galinho de Quintino, afirmou que o São Paulo não é um clube de massa. Leia com atenção novamente. “O São Paulo passou pelos maiores problemas dentro da competição, mas os superou porque é um clube diferente, não é de massa, como Flamengo e Corinthians, onde as coisas tomam um vulto muito maior. Você contorna as situações com muito mais tranquilidade”, afirmou o ídolo rubro-negro.
O São Paulo realmente é muito grande, mas em uma coisa concordo com o Zico: a torcida do São Paulo – que sempre aparece na boa, na quase boa ou na muita boa – ainda não tem mesmo a vibração das três principais massas do Brasil que são, pela ordem, as do Galo (impossível de ser batida), Flamengo e Corinthians. A do Grêmio está em 9º lugar.
Enviado por: Milton Neves - Categoria(s): Bastidores
Tags relacionadas: Corinthians, Flamengo, Galo, Grêmio, São Paulo, Zico
13/06/2008 - 13:49

Por Rogério Micheletti*
O meu foco verdadeiro hoje é o torcedor. Eu me lembro que nos anos 80, assim que comecei a gostar de futebol, era comum corintianos, são-paulinos e palmeirenses torcendo para o Santos, por exemplo, em uma final de campeonato. Aliás, eu testemunhei isso naquela decisão de Brasileirão de 1983. Muitos rivais “vestiram” a camisa do Peixe para torcer contra o poderoso Fla, de Zico. Entendi mais tarde que os torcedores paulistas e paulistanos torciam contra o Flamengo pelas seguintes razões: a rivalidade, no bom sentido, com o Rio, e a força do time rubro-negro e de sua torcida, uma união quase imbatível.
O Corinthians hoje me lembra um pouco aquele invejado Flamengo dos anos 80. Mas o mais estranho é que o alvinegro não tem craques excepcionais como Zico, Adílio, Andrade, Júnior, Nunes, Leandro, Mozer e companhia. Muito pelo contrário. O time atual do Corinthians não é nem 5% daquele timaço da Gávea. E, mesmo assim, o Corinthians é tão ou mais odiado do que aquele Fla. Nos últimos anos, são-paulinos, palmeirenses e santistas (e têm até botafoguenses, colorados, gremistas…) vão ao delírio a cada gol marcado por qualquer adversário corintiano. E essa euforia não diminuiu nem com a queda do rival para a Segundona do Brasileirão de 2007 (dor muito semelhante à sentida pelos palmeirenses, no Brasileiro de 2002, e pelos são-paulinos, no Paulistão de 1990). Soltar fogos e morteiros, fazer algazarras sem limites, gritar como se fosse uma conquista de Copa de Mundo, enfim, qualquer vibração exagerada parece ter um gostinho especial quando ela é feita para “alfinetar” corintianos.
A verdade é que atualmente o alvinegro do Parque _não sei se por sua torcida ou por sua grandeza, ou pelos dois motivos_ é o time mais detestado do país, mesmo estando na Série B. Para tricolores e alviverdes paulistas, principalmente, o prazer é ilimitado quando o fracasso corintiano se confirma. Tenho certeza de que os gols de Carlinhos Bala e Luciano Henrique (ou contra de Felipe?) foram tão comemorados por são-paulinos como o de Mineiro na final contra o Liverpool. Torcer contra o Corinthians é mais prazeroso do que torcer para o próprio time, tenho essa impressão. E eu não consigo encontrar uma explicação para isso. Seria ódio mesmo? Ou paixão enrustida pelo “inimigo”? Só Freud explica. Ah, e mesmo sem ser flamenguista, admito: eu tinha uma paixão enrustida pelo Fla do começo da década de 80. Como não ter?
*jornalista e um dos editores do site www.miltonneves.com.br e do programa “Terceiro Tempo” da TV Bandeirantes.
Enviado por: Milton Neves - Categoria(s): Clubes, Polêmicas
Tags relacionadas: Corinthians, Flamengo, Zico
29/04/2008 - 12:10

Ao lado de Zico e do goleiro Marcos, o atacante Ronaldo é uma das três figuras mais queridas e simpáticas do futebol brasileiro. Lamento pelo seu recente episódio de confusão com travestis no Rio de Janeiro, pois ele é gente boa e pai de família. Contudo, está comprovadamente envolvido na história, salvo talvez o caso do uso de drogas. Para o delegado que registrou a ocorrência, a versão do jogador que teria sido extorquido pelas “bonecas” é mais verdadeira.
Mesmo assim, envolvimento com travesti é igualzinho a brigar com gato: sempre se sai arranhado. Entendo que o Ronaldo tem sua vida particular, mas o caso é público. Afinal, ele é um dos embaixadores da Unicef para a criançada, além de garoto-propaganda de diversas multinacionais.
Cada um cuida de seu nariz, só que figuras como o Fenômeno não podem se expor de tal maneira vexatória. Gosto não se discute, tá certo, mas se o craque não quisesse ter relação sexual não escolheria travesti para sair. E até o saudoso músico cego Ray Charles se estivesse na Cidade Maravilhosa, capital mundial da mulher bonita, escolheria no mínimo cinco “aviões” nas encantadoras praias ou noite cariocas. E numa rápida “vista d’olhos’. Então para que resolveu jogar na quarta divisão?
E aí, como você vê este imbróglio do Ronaldo Fenômeno? E se fosse com Edmundo, Carlos Alberto ou Adriano? Opine!
Enviado por: Milton Neves - Categoria(s): Polêmicas
Tags relacionadas: marcos, Ronaldo, Zico