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08/09/2009 - 16:10

A fé de Kaká – A liberdade da crença

                                                                                         Foto: Igreja Renascer
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Por Jorge da Cunha Lima, do Portal iG

“Apesar de o Brasil ser um país com 160 milhões de católicos; de Nossa Senhora da Aparecida ser padroeira do país, por lei nacional; de possuirmos milhares de Igrejas Evangélicas; de termos milhões de espíritas católicos e outro tanto de cultores do candomblé e outras religiões afro-brasileiras, vivemos numa república laica.

Isto quer dizer que temos a liberdade de crença, de culto e de pregação de qualquer religião.

Assim, nosso herói futebolístico, o melhor jogador do mundo, tem a liberdade de professar o culto que seu espírito e seu coração escolha.

Se os pastores prevaricam, se os dízimos são mal utilizados, se fieis são ludibriados, os crentes de boa fé não tem, necessariamente, que abandonar suas crenças na Igreja que escolheram nem na fé que professam.

Tenho a certeza de que o ingênuo pagador de dízimos para a Igreja Universal, outra vertente religiosa, além da Renascença, pode ganhar um bom lugar no céu, apesar de sua oferenda ser desviada de qualquer utilização mais santa.

Sujeitos de condenação divina e mesmo civil são os responsáveis pelo desvio de finalidades das igrejas e não os fiéis.

Kaká tem sua fé pessoal como eu, cidadão, tenho minha fé na democracia, apesar de ser ludibriado cada dia pelo comportamento de meus representantes no legislativo e, apesar do Senado ser tão vergonhoso quanto inútil nos dias de hoje.

Respeito Kaká em sua vida familiar, esportiva e religiosa. Se os bispos da Renascença não são os melhores guardiões de sua boa fé, cabe a ele avaliar a situação.

Felizmente, para o que crê, toda fé tem a vocação de se encontrar num único Deus. E Deus tem a boa sabedoria de distinguir os malandros.”

Assino embaixo do que disse o poeta Jorge da Cunha Lima: o dinheiro é do Kaká e ele faz o que bem entender com ele!

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Jorge da Cunha Lima é poeta, professor,  ex-secretário de Cultura e ex-presidente das TVs Gazeta e Cultura.

Opine!

Enviado por: Milton Neves - Categoria(s): Bastidores, Polêmicas Tags relacionadas: ,
20/01/2009 - 14:20

Por que Kaká ficou!?

Difícil, não é?

Afinal, só Deus e Kaká sabem por que o craque disse não ao Manchester City.

Só Pelé teria custado tanto. Aliás, 1.000% mais.

Mas, resolvi recuar ao dia 23 de dezembro de 2005.

E mais ainda me ater ao semblante do também convidado Carlos Alberto Parreira, naquele dia.

Estávamos ele, minha esposa, filho, eu e metade do time do Milan lá naquela igreja que caiu domingo à noite.

Umas 700 ou 800 pessoas viram o casamento de Kaká.

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Cerimônia atrasada na Igreja Renascer em Cristo.

Sim, uma igreja, mas com todo o jeitão de um “garajão” reformado.

 Hoje, sabemos que era um velho e adaptado cinema da Aclimação.

 Uma coisa ou outra, mas era uma igreja de 3ª Divisão.

 A minha, católica, de Muzambinho é muito melhor e mais segura.

 Essas evangélicas que a gente vê pela TV, de tantos nomes diferentes, então…

 São palácios e palacetes perto daquela… manjedoura do Kaká!

 Só Saddam Hussein para fazer melhor.

 Sim, Kaká, mesmo já milionário e multinacional, escolheu sua “pobre” igreja para seu casamento, momento crucial de sua vida.

 É que ali ocorreu sua iniciação religiosa, nascendo espiritualmente.

 Ali ele descobriu e se apaixonou por Deus.

 E aprendeu a admirar e a respeitar o Bispo e a Bispa, com todo o direito que tinha e tem.

 Tanto que, mesmo presos na América, tiveram o apoio de Kaká, o coerente.

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 Ronaldo Fenômeno, aliás, também presente naquele casamento do “garajão” em 2005, detonou com demissão e razão seus então dois empresários quando eles foram presos no Rio.

 Kaká, não!

 Bispo e Bispa presos em Miami e Kaká ao vivo na TV, não os abandonando.

 Kaká é assim.

 Ele tem suas gratidões, posições e coerências.

 O coração manda nele.

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 Carlos Alberto Parreira, cujo semblante citei no início do texto, passou isso para mim observando em silêncio o cenário não de primeiro mundo antes daquela cerimônia do casamento de Kaká.

 Mas, comentou: “Esse rapaz é diferente e bom em tudo”!

 A cerimônia, com interminável fala do bispo Hernandes, em altar com um enorme céu azul estilizado, durou menos de uma hora.

 A saída, quase o dobro.

 O estacionamento, acanhado e improvisado, era irregular e baseado em casas compradas e demolidas do lado.

 Cada demolição e o estacionamento era espichado, “tortamente”.

 Seedorf aparentava enorme impaciência.

 Ele e todo mundo.

 William Bonner e Fátima Bernardes saíram antes.

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 Depois, veio a festa.

 Mas, aí, em hotel de 1.000 estrelas, na Berrini.

 Lá, Robinho apareceu.

 Raíca e Ronaldo estiveram nos dois eventos.

 Mas, e daí?

 Afinal, o papo aqui não era por que o Kaká deu um bico no maior contrato de futebol da história?

 Bem, depois que você conheceu mais um pouquinho do perfil religioso dele e “esteve presente” àquela cerimônia de 2005, vai aqui minha dedução.

 Ou o meu chute.

 E posso até acertar amanhã com o próprio Kaká reconhecendo, imagino.

 E o chute é livre e pode ser certeiro de vez em quando, tanto que até relógio parado acerta duas vezes por dia! Ou não?

 Acho que Kaká disse “não” ao City e ao seu enorme dinheiro árabe porque sua igreja… caiu!!!

 E com mortes!

 Será que ele não sentiu que o fato lamentável de domingo era e foi um sinal a nortear sua vida e a orientá-lo na encruzilhada em que o Manchester City e o hipócrita do Berlusconi o colocaram?

 E com mais um detalhe: Kaká recebeu a notícia em Milão da tragédia da Aclimação durante o tempo em que estava discutindo sua “certa” transferência, em reunião que abortou.

 E você, o que acha?

A fé realmente move e remove montanhas… até de dinheiro?

Veja abaixo o vídeo do comentarista italiano “alucinado” vibrando com a notícia da permanência de Kaká no Milan dada por Silvio Belursconi, Primeiro Ministro da Itália e presidente de honra do Milan:

Enviado por: Milton Neves - Categoria(s): Bastidores Tags relacionadas: , , ,

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