26/02/2009 - 01:07
Arte: Gustavo Grohmann

A quarta-feira esportiva trouxe algumas surpresas para o torcedor.
O Grêmio que “já tinha ganho”, empatou, o Cruzeiro que ganhava até o último minuto, levou o empate e o Botafogo que era a zebra contra o Fluminense de Thiago Neves, venceu. Já o Palmeiras fez o óbvio e venceu o Azulão.
No Anacleto Campanella o Verdão saiu perdendo por 2 a 0 mas 30 minutos depois já estava ganhando por 3 a 2. Acabou 4 a 3, em jogo emocionante e com grande atuação de Keirrison, o craque do momento do futebol paulista. Eu “já sabia” não é mesmo “Kaká do Paraná”? Ou seria agora “Kaká do Palestra”? Destaque negativo também para o árbitro que cansou de errar nesta noite para os dois lados. Palmeiras líder!
Já na taça Guanabara o Fogão bateu o Fluminense por 1 a 0 com gol de Fahel e passou para a final. O “chororô” dessa vez ficou para a torcida do Fluminense que viu seu time pressionar mas que não conseguiu o empate. Na raça a equipe do ótimo Ney Franco avançou e já é o campeão do primeiro turno carioca.
Já na Libertadores o Grêmio provou não ser tão Imortal assim e empacou contra o Universidad do Chile. Assim como o São Paulo, o time gaúcho se complicou em casa e mesmo com a grande ajuda da torcida não conseguiu sair do 0 a 0 contra um péssimo time chileno que só se defendeu o jogo inteiro. Além da extrema falta de sorte, vale lembrar que o árbitro não marcou 2 pênaltis clamorosos para o Grêmio. Hoje não era o dia do Tricolor gaúcho. Mas futebol é bola na rede e Celso Roth terá que dar muito chimarrão para seu time se recuperar no torneio sul-americano.
E a Raposa, hein? 1 a 1 contra o Deportivo Quito mas segue firme rumo à sua classificação. A metade azul de Belo Horizonte achou que iria dormir feliz com a vitória mas no finalzinho viu seu time sofrer o gol de empate. Uma pena! Mas o time azul jogou com muita raça e mesmo com 9 em campo foi melhor e não merecia esse castigo. Coisas do futebol.
E aí torcedor, o que achou desta quarta-feira esportiva? O Palmeiras 100% no Paulistão segurará a bronca na Libertadores? E o Grêmio, ressurgirá e se classificará? E o Fogão, finalmente será campeão novamente ou a zebra Resende vai aprontar mais uma? E você cruzeirense, sofrendo com o empate no fim? Opine!
Enviado por: Milton Neves - Categoria(s): Bastidores
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13/12/2008 - 13:12

Ronaldo Fenômeno no Corinthians foi grande furo do jornalista Neto, da Rede Bandeirantes de Televisão.
Ontem, craque, e, hoje, jornalista, sim, senhor!
Ah, mas ele não tem diploma!
E daí?
A maioria também não tem!
Só ele deu!
Depois a notícia virou tsunami para todo lado.
Sempre sem crédito, é claro, e para variar.
Só os amiguinhos dão e puxam o saco de amiguinhos, mesmo falsos.
Mas, como o “quebrado” Corinthians vai pagar um sujeito que ainda ganha por segundo o que ganhamos por mês?
Simples, é o marketing!
Sem ele, não haveria criação de necessidades no planeta.
Muitas delas, supérfluas.
E bota “muitas” nisso.
Mas, sem ele, o marketing, essa tal crise que anda por aí no mundo, seria pintinho de galinha garnizé.
Sem marketing, viveríamos tomando água, comendo feijão com farinha, inhame, chuchu, chicória, rabanete (argh!) e pé-de-moleque de sobremesa.
E andando a pé, de burro, cavalo e carroça.
Comunicação só por sinal de fumaça, de novo.
Hospital, remédios, estradas, avião, escolas…
Xiiiiiiiiiii…
Nem pensar.
Ou tudo de 23º mundo.
Dente seria arrancado com alicate ou “taiadeira”, como a gente fala lá em Guaxupé.
Muitos morariam ainda em cavernas. Ou mais gente ainda.
O mundo seria uma imensa Albânia pastoril de Enver Hoxa.
É que o marketing é o Pelé da economia, ele impulsiona o crescimento de tudo no mundo.
E o futebol?
Sem marketing, então ainda um instrumento muito em “início de carreira”, o Pelé ganhava US$ 1 mil (mil dólares) por… mês (!!!) em 1959!
Ele já era à época “só” o melhor do mundo.
As camisas jogavam sem nenhum patrocínio “poluidor”.
Aliás, eram lindas.
A do Santos então…
Os jogos eram todos encavalados às quartas e domingos, no mesmo horário.
A turma do pay-per-view de hoje pensa nisso e “reclama” retroativamente com água no beiço.
Para ver os craques de ontem só indo aos estádios – por isso, sempre lotados – ou acompanhando pelo rádio.
Daí, Pedro Luiz, Mário Moraes, Édson Leite, Fiori Giglioti, Jorge Cury e Valdir Amaral, dentre tantos, viraram os deuses e os donos do futebol.
TV ao vivo, nem pensar!
Mas, e daí?
E o Ronaldo?
Daí que, sem o marketing, hoje agressivo, profissional, até cruel, mas indispensável, Ronaldo não apareceria perto do Parque São Jorge nem para curtir uma bela balada no Tatuapé.
A Parmalat foi um divisor de águas no Brasil.
O marketing esportivo no Brasil existe até a Parmalat e depois da Parmalat.
Muitos aprenderam, outros não.
Mas o “patrocinador” da camisa do time passou a ser tão importante quanto uma grande contratação deste ou daquele clube.
É motivo até de discussão e de “briga” na mesa do bar.
A imprensa não patrulheira e atrasada, mas antenada com as mudanças e evoluções naturais da vida, trata a negociação entre clube e empresa patrocinadora com a disciplina e a ética do bem informar, em detalhes.
A relação dos patrocinadores do futebol da Globo, por exemplo, sai direto na coluna do Daniel Castro.
Virou notícia, então tem de dar.
Hoje, faz parte.
E, no time, mudou a marca do “Sponsor” na camisa, o torcedor já exige a nova e aposenta a velha.
Isso gera recursos para o clube contratar “gente de carne e osso” para bem correr atrás da bola.
É como no jornalismo e como diz o grande Victor Civita: “sem a publicidade, o jornalismo não teria como preservar sua independência e sua liberdade de expressão”.
Joelmir Beting, o mestre, acrescenta: “Se o jornalismo tem vergonha da publicidade, que viva sem ela”.
E os clubes não mais podem sobreviver sem os patrocinadores em suas camisas, mangas, material de treinamento, camarotes e até na bunda do jogador.
Antes, sem o marketing, recebiam só merrecas provenientes das bilheterias, sempre saqueadas pelas famosas “evasões de renda”.
Assim, aguardem!
Os nomes dos patrocinadores da bombástica contratação e os percentuais que Ronaldo “abiscoitará” terão tanta divulgação quanto seu peso, sua condição física, a análise médica do inatacável Joaquim Grava, o tempo do contrato, onde ele residirá e com qual namorada “dividirá seu edredom”, como diz o jornalista esportivo Mauro Beting.
E a camisa do Corinthians?
Ela já está valendo 400 ou 500% a mais e a Medial Saúde já deve estar se remoendo de arrependimento.
Já tivesse assinado a renovação…
E o espaço corintiano na mídia?
De 61,23%, subirá para “600%”!
Pois vejam que só o anúncio da vinda de Ronaldo já ofuscou o caso Tardelli, as festas de “Placar” e da CBF e até o Tri-Hexa do São Paulo.
É que, no mundo esportivo “em termos gerais”, o Corinthians ganha do São Paulo!
E de qualquer um.
E o Marco Polo Del Nero deve estar adorando essa bomba “Fenomenal” igualzinho político enroscado de Brasília que comemora o próximo escândalo de um colega que acaba por encobrir o seu na mídia.
Mas, e o Ronaldo?
Como pagá-lo?
Eu já disse e repito: a publicidade!
A marca Ronaldo hoje vale muito mais do que suas cansadas e combalidas pernas e seus agredidos joelhos.
Mas eles gerarão enormes receitas para o clube e para o já lotado bolso do Fenômeno.
Afinal, ele não vem para jogar ou “só” para jogar.
Vem para agitar, chacoalhar o pedaço, impulsionar o marketing esportivo em torno do Corinthians e para marcar uns golzinhos.
E isso, como já está sendo, será ótimo para todos nós do futebol.
Até para os abutres, sempre à espreita.
Ronaldo vai ganhar um belo salário e gordos percentuais.
Tudo mudou.
Antes, jogadores números 7 e 11 ficavam parados nas pontas esperando a bola.
Hoje, correm o campo todo, senão… “área”.
Têm de ser ecléticos e polivalentes e Ronaldo vai jogar e vender… publicidade.
Na Brodway, cantores “só”, atores “só” ou dançarinos “só”, dançam mesmo. Não emplacam.
Têm de saber fazer de tudo, as três atividades simultaneamente no mesmo palco.
No futebol, já é assim.
Só sobrevivem os polivalentes.
Até goleiro, além de evitar, já faz gol.
No jornalismo, na assessoria de imprensa e na publicidade, o entrelaçamento aumenta cada vez mais.
Sou um Ronaldo dos pobres, um “beggar” (mendigo).
Mas, desde 1982, não trabalho “só” com salário.
Tenho e sempre tive remuneração “X” e espaços publicitários “X + Y” que minha agência comercializa no mercado.
Mas jamais com a empresa de um entrevistado, com o qual nunca um jornalista pode manter relação comercial simultânea.
Seja qual ela for.
Aí, vira crime ético “inafiançável”, jamais “limpável” ou “explicável”.
Mas, “doível”, eternamente, haja o que houver!
Ronaldo vem também para ensinar às estrelas que nos restam a importância de se bem cuidar da imagem e de melhorar suas remunerações profissionais, graças ao marketing.
Para que, amanhã, elas não constem de minha seção “Que Fim Levou?” também em más situações financeiras, como tantas e tantas ex-estrelas hoje sem brilho por aí.
Mas, duvido do Ronaldo artilheiro e adorarei queimar a língua mais uma vez.
É que entendo que o doce Ronaldo – a estrela mais humilde do futebol -, está mais para Falcão-85 (reserva de Márcio Araújo no time de Cilinho) e Didi-63, no São Paulo, do que para Ramos Delgado-67, no Santos, e Zizinho-57 no próprio Tricolor do Morumbi.
Ou seja, tem veterano baleado que decepciona e veterano baleado que se consagra mais ainda.
Tomara que no segundo caso positivo acima, jogando bola, assim seja coroada também a aventura de Ronaldo no Corinthians.
Mas, não acredito.
E tomara também que ele não venha a ser um novo Garrincha-66.

Acima, foto de Garrincha no dia em que ele estreou pelo Corinthians. Reparem que ele não estava muito feliz. Afinal, o Timão havia perdido para o Vasco por 3 a 0, no Pacaembu, dois gols de Célio e um de Maranhão.
Opine!
Enviado por: Milton Neves - Categoria(s): Bastidores
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