Fortaleza 1 x 4 Ceará – O Fortaleza, time montado pelo bom gaúcho Paulo Pelaipe, será goleado pelo time de Oscar Roberto Godói, o “Vozão”, e perderá o título que parecia ganho. Fortaleza 1 x 1 Ceará. Errei, deu Fortaleza. Mas a culpa é do Godói, o maior pé-frio do mundo. E atenção: Esse placar será desconsiderado, pois foi adicionado depois que boa parte dos internautas opinou. Mas valeu pelos palpites, ok?
Corinthians 0 x 1 Santos. Dá Peixe, mas o título já é do Timão, muito por culpa do Vagner Mancini, que escalou jogador reserva para pegar o CSA semana passada e cuja derrota desestabilizou o time de Madson Maradônico na primeira partida da final do Paulista. Corinthians 1 x 1 Santos. Na mosca. 1 a 1, 0 x 1, 1 x 0, davam tudo na mesma. O título já era do Timão.
Flamengo 0 x 2 Botafogo. O Fla merece perder só porque o Juan deu um pontapé criminoso em Maicossuel e ficou “nervosinho” quando o habilidoso meia do Fogão lhe deu um belo drible e um grande baile. Onde já se viu? Pela prepotência e arrogância, o Juan deveria nunca mais ir para a Seleção Brasileira. Flamengo 2 x 2 Botafogo. Realmente o Fla não merecia por causa do Juan. Mas quem mandou o Botafogo dar mais uma “lusada”? O título foi perdido há três jogos, quando o Fogão perdeu a chance de evitar as finais.
Atlético 1 x 0 Cruzeiro. O Galo vence, mas não leva o título devido à sova de domingo passado. Ninguém mandou contratarem o Leão. O técnico nota 2,24 levou oito gols em dois jogos. Atlético 1 x 1 Cruzeiro. Na mosca, igual ao Corinthians x Santos. Nem se Reinaldo jogasse o Galo faria seis. Mas ainda bem que o Leão se foi. Tarde, mas se foi.
Atlético-PR 0 x 2 Cianorte. O Furacão acabou com todos os estoques de gols no jogo contra o Corinthians. E quem não faz, leva, diz Mauro Beting. A consequência disso é a perda do título paranaense para o Coxa. Atlético-PR 2 x 0 Cianorte. Deu Furacão. Mas fiquei feliz, sabia? Pelo menos esse Atlético fez bonito.
Coritiba 2 x 0 Nacional. O Coxa vence e se sagra campeão. Apesar que, com a derrota do Furacão, até um empate serve. Vamos lá, Coxa! Vamos levantar a taça. Coritiba 0 x 0 Nacional. Na mosca, claro! O jogo não valia nada, já que o Atlético venceu.
Vitória 0 x 2 Bahia. O Vitória esgotou todo o estoque de gols contra o Galo e vai perder o título do Campeonato Baiano. Vitória 2 x 2 Bahia. E não é que o Carpegiani deu sorte ao Vitória? E ainda tem gente que o chama de Professor Pardal.
Avaí 0 x 2 Chapecoense-SC. Se o time de Chapecó sapecou o Avaí na primeira partida, agora vai ratificar a conquista do título catarinense. Para tristeza do querido Guga. E o maior artilheiro do Brasil, o Bruno Casarini, vai mais uma vez balanças as redes. Ele é muito melhor que o Ronaldo, mas não tem a grife do Fenômeno. Ainda. Avaí 3 x 1 Chapecoense-SC. Errei, deu Avaí. Mas fiquei muito feliz por duas queridas pessoas: o Silas e o Guga.
Goiás 1 x 2 Atlético-GO. O mesmo placar do jogo passado. Pelo menos um Atlético faz jus à grife do nome do Galo Mais Lindo do Mundo e ganha um campeonato. Goiás 2 x 0 Atlético-GO. O Atlético de Goiás deu uma de Galo mineiro e perdeu o título para o rival. Uma pena!
Para relembrar algumas regrinhas: o blogonauta que mais acertar os resultados dos 8 jogos vai ganhar um cooler da Brahma, que enviarei para a casa do sortudo. Só valem palpites cheios, placar 100% na mosca. Se houver empate entre 2 ou mais palpiteiros certeiros, farei um sorteio. Os não premiados, que vierem a perder no sorteio, ganharão uma lembrança especial do meu site www.miltonneves.com.br. Os palpites devem ser postados apenas no Blog até domingo às 16h, para todos concorrerem com 100% dos jogos. E atenção: só valerão palpites com os nomes dos clubes, não valendo apelidos ou abreviações, ok? Boa sorte!
O vencedor da semana foi Cláudio Kinzel, com quatro acertos. Parabéns a ele e obrigado pela participação de todos. Amanhã tem mais.
Os piadistas de plantão já estão dizendo que a gripe suína vai hoje para o Chile e amanhã desembarca no Palestra.
Ô maldade!
Mas o que tem de torcedor verde arrancando os cabelos de nervoso por antecipação!
Mauro Beting já arrancou todos.
Se perder ou empatar hoje, o Palmeiras voltará do Chile com uma campanha horrorosa, mas não inédita para vários brasileiros.
Em 73,74 e 79, o time de Parque Antarctica foi eliminado na primeira fase.
O São Paulo saiu antecipadamente em 78, 82 e 87.
O Internacional, campeão de 2006, não chegou às oitavas no ano seguinte.
O Grêmio, em 82, também faz parte das equipes que deram vexame na primeira fase do torneio continental.
A vez do Corinthians foi em 77.
Esses são apenas alguns exemplos de campanhas pífias.
Portanto, palmeirenses, caso o time de Vanderlei Luxemburgo não vença o Colo Colo, saibam que será um fiasco, mas não terá sido a primeira vez.
Por falar no técnico, Luxa, que venceu “trocentos” paulistas e brasileiros, só tem no currículo um título internacional: o da Copa América de 99, no Paraguai.
Espera-se mais tanto do treinador quanto de vários atletas, como o ótimo Keirrison.
Boa sorte, Verdão.
Ah, já ia me esquecendo: o Grêmio, além de ser o melhor brasileiro na Libertadores, tem a melhor campanha no geral.
Parabéns ao time, mas eu repito: se o Internacional estivesse na competição, os tricolores seriam no máximo os segundos, assim como tem ocorrido no Sul.
Ahahahahah….
E aí, torcedor, você confia no Palmeiras hoje ou acha que a vaca, digo, o porco, vai mesmo para a lama?
O vermelho é uma das principais cores utilizadas no marketing e na publicidade.
Pode perceber: tudo quanto é tipo de anúncio possui cores quentes para chamar a atenção dos consumidores.
E não é que o Fábio Costa usou no domingo um uniforme vermelho que, no frigir dos ovos, serviu para que Ronaldo soubesse ainda melhor onde ele estava posicionado sem precisar olhar diretamente para o gol?
O atento internauta Luiz Carlos Felício escreveu um e-mail cujo título é “Árvore de Natal”.
Palmeirense, ele disse que as ondas da cor vermelha provocam maior destaque perante os olhos humanos.
E que se isso não fosse verdade, os soldados do mundo todo não usariam o verde e o preto, as cores das matas e da noite, respectivamente, e prefeririam o chamativo vermelho nas várias guerras ao longo dos séculos.
O soldado Fábio Costa, domingo, na verdade parecia um toureiro com sua bandeira vermelha esperando a chegada do touro.
E o touro, fenomenal, chegou, passou e deu uma bela “chifrada” nos ânimos santistas.
Zico, no Maracanã, utilizava como referencial um banco onde se sentava o repórter-volante Washington Rodrigues, da Rádio Globo.
O querido “Apolinho” ficava sempre no mesmo lugar, atrás do gol.
O Galinho de Quintino, como sabemos, foi rei no Maraca.
Outro exemplo é o de César Maluco.
Ele diz que 80% dos seus gols no Palestra Itália foram marcados no lado das arquibancadas.
César tinha uma visão muito melhor do que do outro gol, o das piscinas, que, segundo ele, faziam as traves “sumir”.
Pelé fica de fora desse assunto porque ele tinha um terceiro olho na nuca.
É devido a esse referencial que os times hoje em dia jogam com meias de cores diferentes, como o preto e o branco.
Na hora de dar um passe, o atleta não precisa olhar para cima toda hora. Às vezes, só uma observada rápida já dá para diferenciar os companheiros dos rivais.
Historicamente os goleiros sempre usaram preto.
E não foi à toa.
Como antigamente a iluminação dos estádios não era um primor, o preto atrapalhava o atacante no quesito “referência” quando as partidas eram à noite.
Está certo que na Vila, domingo, os termômetros marcavam 30º ao sol, pouco mais, pouco menos, e o preto deixaria o Fábio Costa “cozinhado”, como se diz lá na roça.
Mas, para a nação santista, “é melhor ter um goleiro cozido do que um time vencido”.
A frase acima, claro, é de Mauro Beting.
Para piorar, os corintianos, palmeirenses e são-paulinos criaram a campanha: “Encobre que é o Fábio Costa.”
E você, torcedor, acha que a “teoria da árvore de Natal” é crível? Eu acho que é, sim.
O Santos levou dois no primeiro tempo, foi para cima no segundo, fez 1 a 2, continuou tentando, mas quem tem Ronaldo, tem tudo, diria Mauro Beting.
Que golaço o terceiro do Timão, o segundo do Fenômeno!
Aliás, o primeiro dele foi graças a uma bela matada de bola, igual à que ele fez em 1998, no auge da carreira, antes das contusões, da convulsão e, sobretudo, das confusões.
Acorda, Dunga!
Ronaldo na seleção.
Já!
E o Kléber Pereira, jogou?
Jogou, mas não fez nada e foi substituído pelo Roni, que não fez nada vezes nada.
Sabe quem teve 92,97% de culpa pela derrota?
O Mancini.
Quem mandou ele escalar time reserva no meio da semana e perder para o CSA?
Aquilo desestabilizou o Peixe.
Agora estamos sem a Copa do Brasil e sem o Paulistão.
Mas temos que ser justos: se não fosse pelo treinador, já estaríamos fazendo companhia ao Palmeiras e ao São Paulo há tempos.
No campeonato, nota 9,73 para o Vágner Mancini.
Na semana, nota 1,15.
E o Galo Mais Lindo do Mundo?
Que feio!
Levou cinco do Cruzeiro.
5 a 0.
O que eu vou dizer lá em casa?
E o Tardelli?
E a invencibilidade?
Culpa do Leão!
No Rio, Flamengo e Botafogo empataram por 2 a 2.
O Fla saiu na frente, levou a virada e empatou aos 39 do segundo tempo.
Sei não, hein?
Acho que esse golzinho no final é o do título.
Pela terceira vez seguida vai dar Fla sobre o Fogão.
E o Cuca, mais chorão que gremista, desta vez vai chorar de felicidade.
Sim, o post abaixo é repetido e só está sendo republicado por oportuno e para colher mais opiniões de vocês a respeito de um tema polêmico, importante e que merece, entendo, ampla discussão envolvendo o esporte e a mídia do Brasil. E como o final de semana é sempre bom para reflexões, peço que você leia tudo abaixo com atenção e emita sua livre opinião.
Trauma no vôlei feminino do Brasil.
Na última segunda, o Grupo Bradesco anunciou o fim do seu time profissional de vôlei feminino, chamado Finasa, mas que a Rede Globo insiste em chamar de Osasco.
E se agora os outros patrocinadores dos chamados “esportes olímpicos” fizerem o mesmo, a emissora líder finalmente deixará de esconder as empresas que acreditam nas modalidades diferentes do futebol?
Sem querer ser pitonisa, mas sendo, leiam dois artigos que escrevi anos atrás:
O Banespa não é banco, é o volei do Brasil
Pobre Luís Roberto, o bom narrador esportivo da Rede Globo.
Na final emocionante da Superliga de vôlei masculino, dia 1º de maio, no Mineirinho, em Belo Horizonte, a capital mundial do Galo, várias vezes ele ia se referir corretamente ao time paulista como “Banespa” e sempre tinha que trocar para “São Bernardo”.
Andou até saindo, na empolgação natural da ótima narração, “Ban…”, “Bane…” ou “Banes…”, mas nunca “Banespa”.
Com tanto “Banespa” na camisa, tradicionalmente vermelha, e com tanta história maravilhosa desse clube em prol do vôlei deste País, você acha que daria, em um passe de mágica, para se trocar o nome dele tão facilmente e impunemente?
É claro que não e tudo soou muito falso no tal “Minas versus São Bernardo”.
Até nas chamadas, o nome Esporte Clube Banespa foi castrado.
Sim, na Globo tudo é controlado por extraordinária que ela é, e, no vôlei, há um acordo da prefeitura de São Bernardo com o Banespa, em mais um desses casamentos itinerantes envolvendo um clube de tradição e o poder público.
Amanhã, será outra cidade, até que o Banespa volte a jogar sozinho ou com os apoios que sempre teve de “Santo Amaro” e do “Vereador José Diniz” que emprestam seus nomes para as avenidas que demarcam os limites do Esporte Clube Banespa, esse clubaço que é um dos berços e o coração do voleibol dourado do Brasil.
Certo, Montanaro?
Toda a mídia noticiou que o Banespa foi o grande campeão em Minas.
Menos a Globo.
Para ela, Banespa é só banco.
Não é não.
No vôlei, é clube.
E dos bons, e dos nobres.
Sem ele, talvez nosso vôlei bicampeão olímpico ainda fosse de segunda divisão.
Eu até torci contra o Banespa, tenho amigos no Minas, mas o resultado foi tão justo quanto injusto foi o tratamento nominal dado ao campeão.
E se os presidentes do Banespa, clube e banco, resolvessem acabar com o apoio ao vôlei, será que a Rede Globo tomaria seu lugar mantendo esse “amor verdadeiro” com a prefeitura de São Bernardo?
Depois, vem a grande imprensa, inclusive a Rede Globo, cobrar medalhas olímpicas.
Medalha você consegue só com muito talento, esforço, dedicação, sorte, apoio e patrocínio.
E quem patrocina, na hora da vitória tão rara, quer um mínimo de retorno e de visibilidade na mídia. Já não basta a Rede Globo – como de resto quase todas as TVs – fechar a imagem no rosto do medalhista entrevistado, do queixo até o fim da testa, e, agora, ainda resolve mudar o nome de um time cujo conhecimento é de domínio público?
Lembrando, por exemplo, que a empresa cimenteira Votorantim agora também é banco, e se amanhã, no futebol e na evolução natural da vida e da economia, um time grande de Rio ou São Paulo resolver estender seu nome para supermercado, banco, marca de celular ou de guaraná?
Aí, em vez de Corinthians e São Paulo vamos ter um emocionante Tatuapé versus Morumbi?
E, por extensão, logo, logo, poderemos não ter mais Fla x Flu, mas sim Gávea x Laranjeiras.
Mas o interessante é que, no vôlei, o Banespa foi transformado em São Bernardo, mas na mesma Rede Globo, na F-1, com o ótimo Galvão Bueno, aliás, como deve ser, a Toyota é Toyota e a Renault é Renault.
Por coerência, a equipe Toyota então não deveria ser chamada de Tóquio e a Renault, de Paris?
Até porque quem patrocina a F-1 da Globo é a GM. Ora, bolas, até quando patrocinador olímpico brasileiro só irá ter seus três direitos básicos que são os de pagar, pagar e pagar?
O texto acima foi publicado no dia 7 de maio de 2005, no jornal “Agora São Paulo” e no site Miltonneves.com.br
Chega de hipocrisia!
A característica mais marcante de parte da mídia esportiva no Brasil é sua incoerência.
Seja em discutir o esporte em si ou se ater a picuinhas de caráter secundário, o jornalismo briga por conta da dualidade opinativa.
O exemplo mais recente refere-se aos incentivos e patrocínios de nossos atletas.
A crônica esportiva considera absurda a participação do Governo, investindo tanto em esporte, mas colhendo resultados considerados pífios: afinal, muito dinheiro pede medalhas e, nos Jogos de Atenas, foram poucas.
A mídia espera que empresas de médio e grande porte insiram, vigorosamente, capital próprio em todos os tipos de modalidades — das práticas que beiram o amadorismo aos badalados “jogos” coletivos.
Porém, os mesmos meios que exigem o investimento privado não o auxiliam na divulgação de sua marca.
Os grandes veículos de televisão, internet e mídia impressa deveriam mostrar os patrocinadores, mesmo que isso acarretasse em conflito de interesse com uma empresa investidora do meio em questão.
Como o setor privado terá retorno sem que receba, em troca, a divulgação almejada?
Do jeito que se comporta a mídia, em relação ao patrocinador de nossos atletas amadores, o anunciante e incentivador de nosso esporte só tem um único direito: o de pagar.
Grandes veículos, como a Globo, mostram apenas o rosto do esportista.
Do queixo até o fim da testa.
O ângulo é tão fechado que, se o coitado do atleta inventa de dar uma viradinha na cara, seu orelhão encherá o vídeo do telespectador.
O boné, com o logo do patrocinador, é cortado.
O peito, então, jamais aparece com o nome de quem está bancando aquele atleta.
Já houve época em que jornal rabiscava nas fotos o nome do patrocinador das equipes de futebol.
Portanto, ao invés da imprensa apenas criticar e pedir maior envolvimento do setor privado no esporte brasileiro, que tal passar também a dar retorno aos poucos corajosos que se aventuram a patrocinar nossos Vanderleis, Daianes e Scheidts, heróis em evidência apenas em época de grandes eventos?
É sempre ruim ficar criando leis e mais leis, mas na falta de bom senso, talvez seja necessário pensar em mais uma.
Quem sabe não devesse existir uma lei obrigando as TVs a exibir o logotipo do patrocinador do atleta quando ele comparece nos seus estúdios?
A pobre da judoca Vânia Ishii conseguiu um pequeno patrocínio antes dos Jogos e se comprometeu a dar o retorno ao mecenas toda vez que fosse convidada a conceder alguma entrevista.
Ela vestiria o agasalho do patrocinador, mais nada. Só não contava com o “apoio” das TVs, que não deram a menor chance…
E o caso de Robert Scheidt?
Ele foi patrocinado pela associação dos bingos e até foi garoto-propaganda desse tipo de jogo, que não deveria existir.
Só que era uma atividade legal no Brasil e aquele patrocínio, ao lado de outros, com certeza deve ter ajudado nosso genial iatista a conseguir títulos e a medalha de ouro para todos nós.
Resultado: foi patrulhado até por quem acha natural e ético entrevistar alguém, ter relação comercial com a empresa do entrevistado e escamotear essa relação espúria do leitor/consumidor.
E Scheidt fez tudo publicamente, nada escondido.
Gravou o comercial dos bingos, teve seu patrocínio e isso deve ter-lhe ajudado a não viajar de classe econômica e a se hospedar em bons hotéis pelo mundo afora.
Alô, empresários, vamos patrocinar nossos atletas, mas não só na hora da Olimpíada!
O negócio é agora, toda medalha olímpica começa a ser cunhada quatro, oito, doze anos antes dos Jogos. Mas, também, alô, empresas de comunicação!
Vamos dar alguma visibilidade ao patrocinador! Senão, que vantagem a Maria leva?
O texto foi publicado no dia 10 de outubro de 2004, na “Revista Placar” e no site Miltonneves.com.br.
E aí, torcedor, a mídia brasileira não é injusta e ingrata com quem patrocina esportes olímpicos e só “agrada” o futebol?
Santos 2 x 0 Corinthians. Simples assim. O Peixe, mordido pelo vexame “palmeirístico” de quarta-feira, quando fez igual ao Verdão que levou uma sova do Asa de Arapiraca, em 2002, vai descontar a raiva no Timão. Com Ronaldo e tudo. Santos 1 x 3 Corinthians. O Santos estava realmente mordido, mas quem mordeu mais forte foi Ronaldo. Culpa do Mancini, que escalou time reserva na Copa do Brasil, fez o Peixe levar uma “sova” do CSA e pegar o Corinthians com o moral baixo.
Botafogo 0 x 1 Flamengo. Depois de perder na semana passada a chance de se sagrar campeão carioca sem a necessidade de uma final, o Fogão sofre mais uma derrota para o Fla. Aliás, a terceira seguida em finais. Botafogo 2 x 2 Flamengo. Deu empate, mas o gol do Fla no finalzinho foi o do título.
Cruzeiro 0 x 3 Atlético. Quem tem Diego Tardelli, que fará os três gols, não precisa de Kléber Gladiador. O Galo Mais Lindo do Mundo vai vencer mais essa, não tenho a menor dúvida. Historicamente, o Cruzeiro treme diante do Atlético. Isso é fato e ninguém pode negar. Aliás, quem não treme diante do Diego Tardelli? Afinal, ele é como o bispo-presidente do Paraguai: bobeou, é bola na rede! Cruzeiro 5 x 0 Atlético. Errei, assumo, mas quem tem Leão já começa perdendo por 2 a 0. Aliás, esse placar nunca mais se repetirá. Foi um zebra do tamaho das minhas Minas Gerais.
Bahia 1 x 1 Vitória. O primeiro BA-Vi das finais do Baianão termina empatado. Não que Milton Pitonisa Neves esteja em cima do muro. Muito pelo contrário. Afinal, eu sou Bahia desde Marito, Nadinho, Flávio e Alencar. Bahia 1 x 2 Vitória. Acertei 66,66% dos gols. Está bom, né?
Atlético-PR 0 x 2 Coritiba. Nesse Atletiba, dá Coxa. Fácil, sem muito esforço. Desse jeito, o Furacão vai virar marolinha. Marolinha Atlético Paranaense. Atlético-PR 2 x 4 Coritiba. Na mosca! Não disse que o Furacão viraria marolinha?
Paraná 2 x 0 Iraty. O time da Gralha Azul vai cantar para cima do Iraty. Mas era para o Paraná estar em melhor condição no cenário nacional, hein? Paraná 3 x 3 Iraty. Acertei dois do Paraná, mas errei os outros quatro gols. Portanto, um terço do resultado. Para quem errou feio o palpite de Galo x Cruzeiro, até que está bom, não é mesmo?
Chapecoense-SC 0 x 1 Avaí. O time do Guga ganha a primeira da final catarinense, mesmo atuando fora de casa. Semana que vem, é só correr para o abraço e comemorar mais um título. Chapecoense-SC 3 x 1 Avaí. Mais um que Milton Pitonisa Neves passou longe. Mas a culpa é de Mauro Beting, meu consultor para assuntos catarinenses.
Atlético-GO 2 x 0 Goiás. Só por fazer parte da “grife” do Galo Mais Lindo do Mundo, o Atlético-GO já sai na frente. E vai dar uma “sapecada” no Goiás. Ô se vai! Atlético-GO 2 x 1 Goiás. Na mosca! Milton Pitonisa Neves é bom de palpite, viu?
Para relembrar algumas regrinhas: o blogonauta que mais acertar os resultados dos 8 jogos vai ganhar um cooler da Brahma, que enviarei para a casa do sortudo. Só valem palpites cheios, placar 100% na mosca. Se houver empate entre 2 ou mais palpiteiros certeiros, farei um sorteio. Os não premiados, que vierem a perder no sorteio, ganharão uma lembrança especial do meu site www.miltonneves.com.br. Os palpites devem ser postados apenas no Blog até sábado às 16h, para todos concorrerem com 100% dos jogos. E atenção: só valerão palpites com os nomes dos clubes, não valendo apelidos ou abreviações, ok? Boa sorte!
O vencedor da semana foi Nilton Guimarães, com três acertos. Ele ganhou no sorteio. Parabéns, Nilton! Quem também fez três pontos vai receber um brinde do Blog. Para isso, favor enviar um e-mail para sergio@terceirotempo.com.br e informar nome e endereço completos.
É da época em que o atual superintendente do São Paulo trabalhava no Santos.
Ele, inclusive, já se explicou sobre o fato.
Está certo que Marco Aurélio Cunha se diz são-paulino, se elegeu vereador com a ajuda de parte da torcida tricolor, mas não precisava entoar o belíssimo cântico do Peixe com tanto regozijo, não é mesmo?
Eu, Milton Neves, nunca sairia cantando alegremente o hino do Corinthians, do Grêmio ou do Flamengo.
Embora eu os ache belíssimos.
No máximo o do Galo e o do Inter.
Do Grêmio e do Timão, jamais!
Aliás, para piorar, estão dizendo que o menino Pedrinho, que ficou famoso na internet por falar “gol do Santos”, é filho do MAC!
E aí, torcedor, o sempre falastrão MAC é são-paulino, santista ou nenhum dos dois? E você, já saiu cantando o hino dos rivais?
Como diz Mauro Beting, quem espera sempre alcança.
Depois de um primeiro tempo difícil, principalmente após os oito minutos, quando levou o gol, o São Paulo marcou duas vezes na segunda etapa e terminou a primeira fase como primeiro do grupo 4.
Agora, é só esperar pelos outros resultados para saber em que posição ficará no quadro geral.
E o Washington, hein?
Como reclama.
Olha, achei que o time de Muricy Ramalho fosse perder a quarta seguida, viu?
Mas ainda bem que Dagoberto salvou a noite.
Até gol de bumbum o rapaz fez.
Se ele atuasse toda vez desse jeito, estaria na seleção.
Situação bem diferente vive o Palmeiras.
Com a vitória do Sport por 2 a 1 sobre o Colo Colo, a equipe de Vanderlei Luxemburgo vai ao Chile e precisa vencer de qualquer jeito.
Resultado melhor do que se desse Colo Colo hoje.
Mas sei não, hein?
Acho que a vaca verde foi mesmo para o brejo, apesar que uma vitória simples já basta.
Só que nunca é fácil jogar no Chile.
Estatisticamente, dou 14,24 por cento de chance de o Verdão se classificar.
E você?
Assim como o São Paulo, o Cruzeiro fez 13 pontos e também espera os demais resultados para saber em que classificação ficará.
Vida boa tem o Grêmio, que também tem 13 pontos mas ainda faz uma partida.
Portanto, os gremistas têm grandes chances de serem os melhores brasileiros da Libertadores.
E o Peixe, hein?
Perdeu para o CSA de Alagoas em casa e saiu prematuramente da Copa do Brasil.
Uma pena.
Sabe quem vai pagar o pato?
O Corinthians, claro.
O meu Santos vai jogar domingo com o “sangue nos olhos”.
Mas o Mancini merece nota zero.
Está mais do que comprovado que essa historinha de entrar com time reserva e botar os titulares durante o jogo não dá certo.
Ainda pela Copa do Brasil, o Fluminense fez 3 a 0 no Águia do Pará e se classificou.
E o Internacional humilhou o já humilhado Guarani, fez 5 a 0 e também passou de fase.
O Inter é hoje o melhor time do Brasil, viu, gremista?
Entre tantas diferenças irreconciliáveis, são-paulinos e corintianos conseguiram falar a mesma língua domingo passado no Morumbi.
Em momentos diferentes, é verdade, mas com o mesmo entusiasmo.
Faltando 10 minutos para o início do clássico, o grito ecoou da arquibancada tricolor.
Quando o duelo se encaminhava para o final, partiu do canto alvinegro do estádio.
Para as 46 mil pessoas que acompanharam a semifinal do Paulistão, o adversário, em algum momento, era o freguês.
Certo é que freguesia nos últimos anos passou a ser um conceito subjetivo no futebol.
Bem diferente de tempos atrás, quando era aplicado a um time que passava alguns bons anos sem vencer outro.
Exemplos marcantes proporcionaram Santos e Corinthians.
Entre 1957 e 1968, o Peixe ficou 22 jogos sem perder para o Timão em Campeonatos Paulistas, embora tenha sido derrotado em outras competições no período, caso do Torneio Rio-São Paulo.
Anos depois, entre 1976 e 1983, o alvinegro do Parque permaneceu 20 partidas sem ser batido pelo rival da Baixada. Longos tabus que entraram para o anedotário do futebol brasileiro.No caso de São Paulo e Corinthians, cada torcida puxa como quer a sardinha para o seu lado.
Os tricolores apontavam até domingo passado o fato de, entre o Brasileiro de 2003 e a primeira fase do Paulistão de 2009, terem perdido para o Corinthians apenas uma vez em 16 encontros, todos por fases classificatórias.
Curiosamente, esta única vitória alvinegra aconteceu em 2007, 1 a 0 com gol de Betão, resultado que não livrou o alvinegro das agruras da segundona no ano seguinte.
Já a Fiel faz questão de citar que nos 17 confrontos eliminatórios entre os dois gigantes ao longo da história, o Corinthians apresenta ampla superioridade.
Após eliminar o rival do Paulistão 2009, contabiliza 11 triunfos contra apenas meia dúzia do tricolor, de acordo com levantamento realizado pelo excelente Mauro Beting.
As estatísitcas pesam a favor do Timão também quando colocamos na mesa os confrontos diretos entre ambos. Após os 2 a 0 de domingo, o Corinthians soma 107 vitórias contra 88 do São Paulo.
Ironicamente, no Pacaembu, o mais alvinegro dos estádios, a vantagem é tricolor. Já no Morumbi, o clube do Parque São Jorge supera de longe o dono de casa.
Números colocados, fica a questão a ser respondida com isenção: entre os dois mais populares clubes paulistas, quem é freguês de quem?
* Um dos mais competentes e pemiados jornalistas esportivos de sua geração, Rozenberg trabalha no BandSports. Apesar do sobrenome, não é parente do vice de marketing do Corinthians.
Na última segunda, o Grupo Bradesco anunciou o fim do seu time profissional de vôlei feminino, chamado Finasa, mas que a Rede Globo insiste em chamar de Osasco.
E se agora os outros patrocinadores dos chamados “esportes olímpicos” fizerem o mesmo, a emissora líder finalmente deixará de esconder as empresas que acreditam nas modalidades diferentes do futebol?
Sem querer ser pitonisa, mas sendo, leiam dois artigos que escrevi anos atrás:
O Banespa não é banco, é o volei do Brasil
Pobre Luís Roberto, o bom narrador esportivo da Rede Globo.
Na final emocionante da Superliga de vôlei masculino, dia 1º de maio, no Mineirinho, em Belo Horizonte, a capital mundial do Galo, várias vezes ele ia se referir corretamente ao time paulista como “Banespa” e sempre tinha que trocar para “São Bernardo”.
Andou até saindo, na empolgação natural da ótima narração, “Ban…”, “Bane…” ou “Banes…”, mas nunca “Banespa”.
Com tanto “Banespa” na camisa, tradicionalmente vermelha, e com tanta história maravilhosa desse clube em prol do vôlei deste País, você acha que daria, em um passe de mágica, para se trocar o nome dele tão facilmente e impunemente?
É claro que não e tudo soou muito falso no tal “Minas versus São Bernardo”.
Até nas chamadas, o nome Esporte Clube Banespa foi castrado.
Sim, na Globo tudo é controlado por extraordinária que ela é, e, no vôlei, há um acordo da prefeitura de São Bernardo com o Banespa, em mais um desses casamentos itinerantes envolvendo um clube de tradição e o poder público.
Amanhã, será outra cidade, até que o Banespa volte a jogar sozinho ou com os apoios que sempre teve de “Santo Amaro” e do “Vereador José Diniz” que emprestam seus nomes para as avenidas que demarcam os limites do Esporte Clube Banespa, esse clubaço que é um dos berços e o coração do voleibol dourado do Brasil.
Certo, Montanaro?
Toda a mídia noticiou que o Banespa foi o grande campeão em Minas.
Menos a Globo.
Para ela, Banespa é só banco.
Não é não.
No vôlei, é clube.
E dos bons, e dos nobres.
Sem ele, talvez nosso vôlei bicampeão olímpico ainda fosse de segunda divisão.
Eu até torci contra o Banespa, tenho amigos no Minas, mas o resultado foi tão justo quanto injusto foi o tratamento nominal dado ao campeão.
E se os presidentes do Banespa, clube e banco, resolvessem acabar com o apoio ao vôlei, será que a Rede Globo tomaria seu lugar mantendo esse “amor verdadeiro” com a prefeitura de São Bernardo?
Depois, vem a grande imprensa, inclusive a Rede Globo, cobrar medalhas olímpicas.
Medalha você consegue só com muito talento, esforço, dedicação, sorte, apoio e patrocínio.
E quem patrocina, na hora da vitória tão rara, quer um mínimo de retorno e de visibilidade na mídia. Já não basta a Rede Globo – como de resto quase todas as TVs – fechar a imagem no rosto do medalhista entrevistado, do queixo até o fim da testa, e, agora, ainda resolve mudar o nome de um time cujo conhecimento é de domínio público?
Lembrando, por exemplo, que a empresa cimenteira Votorantim agora também é banco, e se amanhã, no futebol e na evolução natural da vida e da economia, um time grande de Rio ou São Paulo resolver estender seu nome para supermercado, banco, marca de celular ou de guaraná?
Aí, em vez de Corinthians e São Paulo vamos ter um emocionante Tatuapé versus Morumbi?
E, por extensão, logo, logo, poderemos não ter mais Fla x Flu, mas sim Gávea x Laranjeiras.
Mas o interessante é que, no vôlei, o Banespa foi transformado em São Bernardo, mas na mesma Rede Globo, na F-1, com o ótimo Galvão Bueno, aliás, como deve ser, a Toyota é Toyota e a Renault é Renault.
Por coerência, a equipe Toyota então não deveria ser chamada de Tóquio e a Renault, de Paris?
Até porque quem patrocina a F-1 da Globo é a GM. Ora, bolas, até quando patrocinador olímpico brasileiro só irá ter seus três direitos básicos que são os de pagar, pagar e pagar?
O texto acima foi publicado no dia 7 de maio de 2005, no jornal “Agora São Paulo” e no site Miltonneves.com.br
Chega de hipocrisia!
A característica mais marcante de parte da mídia esportiva no Brasil é sua incoerência.
Seja em discutir o esporte em si ou se ater a picuinhas de caráter secundário, o jornalismo briga por conta da dualidade opinativa.
O exemplo mais recente refere-se aos incentivos e patrocínios de nossos atletas.
A crônica esportiva considera absurda a participação do Governo, investindo tanto em esporte, mas colhendo resultados considerados pífios: afinal, muito dinheiro pede medalhas e, nos Jogos de Atenas, foram poucas.
A mídia espera que empresas de médio e grande porte insiram, vigorosamente, capital próprio em todos os tipos de modalidades — das práticas que beiram o amadorismo aos badalados “jogos” coletivos.
Porém, os mesmos meios que exigem o investimento privado não o auxiliam na divulgação de sua marca.
Os grandes veículos de televisão, internet e mídia impressa deveriam mostrar os patrocinadores, mesmo que isso acarretasse em conflito de interesse com uma empresa investidora do meio em questão.
Como o setor privado terá retorno sem que receba, em troca, a divulgação almejada?
Do jeito que se comporta a mídia, em relação ao patrocinador de nossos atletas amadores, o anunciante e incentivador de nosso esporte só tem um único direito: o de pagar.
Grandes veículos, como a Globo, mostram apenas o rosto do esportista.
Do queixo até o fim da testa.
O ângulo é tão fechado que, se o coitado do atleta inventa de dar uma viradinha na cara, seu orelhão encherá o vídeo do telespectador.
O boné, com o logo do patrocinador, é cortado.
O peito, então, jamais aparece com o nome de quem está bancando aquele atleta.
Já houve época em que jornal rabiscava nas fotos o nome do patrocinador das equipes de futebol.
Portanto, ao invés da imprensa apenas criticar e pedir maior envolvimento do setor privado no esporte brasileiro, que tal passar também a dar retorno aos poucos corajosos que se aventuram a patrocinar nossos Vanderleis, Daianes e Scheidts, heróis em evidência apenas em época de grandes eventos?
É sempre ruim ficar criando leis e mais leis, mas na falta de bom senso, talvez seja necessário pensar em mais uma.
Quem sabe não devesse existir uma lei obrigando as TVs a exibir o logotipo do patrocinador do atleta quando ele comparece nos seus estúdios?
A pobre da judoca Vânia Ishii conseguiu um pequeno patrocínio antes dos Jogos e se comprometeu a dar o retorno ao mecenas toda vez que fosse convidada a conceder alguma entrevista.
Ela vestiria o agasalho do patrocinador, mais nada. Só não contava com o “apoio” das TVs, que não deram a menor chance…
E o caso de Robert Scheidt?
Ele foi patrocinado pela associação dos bingos e até foi garoto-propaganda desse tipo de jogo, que não deveria existir.
Só que era uma atividade legal no Brasil e aquele patrocínio, ao lado de outros, com certeza deve ter ajudado nosso genial iatista a conseguir títulos e a medalha de ouro para todos nós.
Resultado: foi patrulhado até por quem acha natural e ético entrevistar alguém, ter relação comercial com a empresa do entrevistado e escamotear essa relação espúria do leitor/consumidor.
E Scheidt fez tudo publicamente, nada escondido.
Gravou o comercial dos bingos, teve seu patrocínio e isso deve ter-lhe ajudado a não viajar de classe econômica e a se hospedar em bons hotéis pelo mundo afora.
Alô, empresários, vamos patrocinar nossos atletas, mas não só na hora da Olimpíada!
O negócio é agora, toda medalha olímpica começa a ser cunhada quatro, oito, doze anos antes dos Jogos. Mas, também, alô, empresas de comunicação!
Vamos dar alguma visibilidade ao patrocinador! Senão, que vantagem a Maria leva?
O texto foi publicado no dia 10 de outubro de 2004, na “Revista Placar” e no site Miltonneves.com.br.
E aí, torcedor, a mídia brasileira não é injusta e ingrata com quem patrocina esportes olímpicos e só “agrada” o futebol?
Enviado por: Milton Neves - Categoria(s):BastidoresTags relacionadas:
Em 8 de fevereiro deste ano, os dois foram ao Terceiro Tempo da Band.
O Fenômeno, claro, era a estrela.
Nunca vi alvoroço tão grande, tanto por parte da plateia quanto dos funcionários da emissora.
O coadjuvante foi o palmeirense Edmilson.
Madson, recém-chegado do Vasco, era o “figurante”, com todo o respeito.
Mas, simpático e humilde, ganhou a galera ao dizer que só queria ver Ronaldo de perto.
Dele, recebeu conselhos e, pelo visto, está seguindo direitinho.
Mas, a partir do próximo domingo, o famoso corintiano e o habilidoso santista vão se enfrentar, e o mestre muito sofrerá com o aluno.
É que Madson é hoje mais jogador do que Ronaldo, no frigir dos ovos.
Aliás, é mais jogador do que qualquer outro que atua no Brasil.
Canhoto, hábil, velocista, único, “fofo”, esperto, cerebral, atacante, beque, ala, lateral, centroavante, artilheiro e incansável.
Nem Pelé era assim.
Se acham que é exagero, então vou dar um desconto.
Madson é um novo Puskas, o húngaro, ou a reedição de Omar Sívori, do Neto-90, de Hagi, o Maradona dos Cárpatos, ou do Messi, o “Pedrinho com grife”.
Meus amigos, Madson ainda superará Maradona.
Mas, antes, destroçará o Timeco do Parque, essa seleção de mídia.
Santos x Corinthians.
Em 2008, Mádson disputou o Carioca pelo Duque de Caxias.
Um ano depois, o baixinho de pouco mais de um metro e meio está na finalíssima do Campeonato Paulista e pode desbancar o Corinthians com Ronaldo e tudo.
Tão baixinho que bola rasteira o encobre.
No jogo contra o Palmeiras, o novo “Puskas” foi o melhor em campo.
Disparado.
Se o Euller era o “Filho do Vento”, o rapaz, nascido em Volta Redonda, é o “Tufão da Baixada”.
Como corre!
Corre mais do que notícia ruim!
E se Dunga não noticiar sua convocação, será imediatamente derrubado por mim.
Do mesmo jeito que Madson e seus dez coadjuvantes derrubarão o tal Timão.
E que seja tocado o trompete de Nino Rosso, em “Il Silenzio” !!!
O site e o blog do Milton Neves cumprem sua missão e tradição de informar a nota fúnebre:
Flores para a rua Turiassu.
Flores para a Praça Roberto Gomes Pedrosa, número 1.
Eles eram os favoritos, mas em dois jogos, juntos, levaram oitos gols e partiram para uma bem melhor.
No sábado, o menino Neymar contratou algumas carpideiras para o passamento do Palmeiras…..
E no domingo, Ronaldo Fenômeno jogou a última pá de cal no São Paulo que jogou bovinamente.
Mas não fiquem tristes, torcedores.
Como diz Mauro Beting, a morte faz parte da vida.
Abaixo algumas lembranças que várias personalidades de Corinthians e Santos deixaram para consolar os tristes palmeirenses e são-paulinos.
Ronaldo, esse fenomenal atacante corintiano, deixou uma camiseta da campanha em que ele é o titular. Clique aqui e veja a lembrança do Fenômeno.
Wagner Mancini, técnico vitorioso santista, preocupado com Diego Souza, o nervoso palmeirense, enviou ao destemperado meio-campista algo que irá acalmá-lo.
Clique aqui e veja.
Andrés Sanchez, presidente da equipe do Parque São Jorge, quer fazer as pazes com o mandatário são-paulino, Juvenal Juvêncio. Clique aqui e veja.
E o Madson, hein?
O novo Puskas da Vila Belmiro.
Parece que a Sadia, a Perdigão e a Aurora querem contratá-lo.
Essas grandes empresas precisam saber sobre mais técnicas de abatimento de suínos.
E o Mauro Beting, sempre solícito, consolou Leco, o diretor do São Paulo Carlos Augusto de Barros e Silva, com sua frase inédita e lapidar:
- Leco, não adianta chorar pelo leite derramado.
PS: Assim como foi feito nas semifinais, onde cada clube jogou em sua respectiva casa, a Federação Paulista de Futebol, que detém os mandos de campos das fases finais do estadual, preferiu não polemizar. Ficou decidido em reunião nesta segunda-feira que as duas finais dos Paulistão acontecem na Vila Belmiro e Pacaembu.
Querido torcedor, deixe sua mensagem de solidariedade aos co-irmãos palmeirenses e são-paulinos.
Depois de ir e voltar da Segunda Divisão do Brasileiro, o Timão vai para a final do Paulistão.
Mas vai dar Santos, viu?
Milton Pitonisa Neves nunca erra.
O Corinthians precisou de dois minutos para fazer dois gols e já aos 13′ do segundo tempo a fatura estava liquidada.
Douglas e Ronaldo marcaram.
Aliás, depois do fim da partida, o Fenômeno retrucou o diretor de futebol são-paulino, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que o havia chamado de ex-jogador.
Ronaldo disse que o cartola agora não iria mais falar m*****.
E de que adiantou levar a equipe reserva para jogar a Libertadores na Colômbia e tomar duas bombas, uma lá e outra cá, hein, “seu” São Paulo?
O Tricolor está distante dos problemas do Palmeiras, mas a derrota para o Timão apagou um pouco a imagem do “ganha-tudo” que cerca o time de Juvenal Juvêncio, o Ju-Ju.
Aliás, o Verdão é o que está em pior fase.
Quase eliminado da Libertadores, a equipe de Luxa “não ganha nem Paulistinha”, diriam muitos palmeirenses, passa por momentos dificílimos.
Portuguesa, Rogério Ceni e Palmeiras deveriam ganhar o “Troféu Azar” do ano.
Se chovesse mulher pelada em São Paulo, cairiam três Maguilas desnudos: um no Canindé, outro no CCT do Tricolor, bem no colo do Rogério, e outro na Academia de Futebol do Verdão.
Ô maré de azar, hein?
Mas como diz Mauro Beting, nada como um dia após o outro.
Por falar nisso, quarta-feira o São Paulo entra em campo pela Libertadores.
E a torcida tricolor, esperta, aplaudiu a equipe no fim da partida para não deixar a peteca cair.
E o Colorado, hein?
Fez 8 a 1 no Caxias e ganhou por antecipação o Gauchão.
Eu já sabia.
Faz quatro meses que venho dizendo isso.
Parabéns ao “Múmia SC”, o time mais enfaixado dos Pampas.
E o Grêmio, cadê?
Tomou Doril e sumiu?
No Rio, o Flamengo ganhou do Botafogo por 2 a 0 e conquistou a Taça Rio.
Como o Fogão venceu a Taça Guanabara, os dois times voltam a se enfrentar.
Nas minhas Minas Gerais, o Cruzeiro fez 2 a 1 no Ituiutaba e agora vai pegar o Galo Mais Lindo do Mundo.
Não preciso dizer quem vai ganhar, né?
E você, torcedor, o que achou da vitória do Timão?
“Chega de historinha, o Luxemburgo só ganha Paulistinha”.
Foi isso que cantaram os palmeirenses depois do primeiro revés na Libertadores.
O que essas pessoas cantarão agora?
“Chega de historinha, o Luxa não ganha nem Paulistinha”?
Pode ser.
Chora, palmeirense!
Estamos na final!
E pela bola que o time de Neymar, Mádson e companhia está jogando, seremos os campeões.
Em cima do…..
….São Paulo, que vencerá no Morumbi lotado.
Milton Pitonisa Neves, em grande fase e feliz da vida, não erra nunca, hein?
Aliás, o pequenino, habilidoso, maravilhoso e humilde Madson é hoje o melhor jogador que atua no Brasil.
Acima dele, nem o Ronaldo.
Coitados dos palmeirenses.
Outrora o “Mogi Mirim das Américas”, passando pelo “Peru da Libertadores”, o time de Luxa, em situção complicadíssima na competição continental, deu adeus ao bi no Paulistão.
O pior é que a torcida não está nada contente com o treinador.
E o Diego Souza que, depois de uma encenação do Domingos, quando ambos foram expulsos, se revoltou, foi seguro pelos colegas e agrediu covardemente o zagueiro santista?
Se dizem que o corintiano Cristian deve ser punido pelos gestos da semana passada, o que falarão do pontapé do palmeirense?
Condenação à morte?
Claro que não, mas um bom gancho deve ser imposto ao bom, mas bem cabecinha-fraca Diego Souza.
E o Fábio Costa, hein?
Levou um frango homérico, histórico, daqueles que ninguém esquece, principalmente ele.
O frango mais frango de todos os frangos.
Coitado.
Pegou todas na semana passada, desta vez foi agarrar a bola e ela passou pelas pernas dele.
Mas como diria Mauro Beting, nada como um dia após o outro.
Boa sorte para ele e para o Luxemburgo.
E vê se não fica de cabeça baixa, não, palmeirense!
E aí, torcedor, o que achou da classificação do Peixe e da eliminação do Verdão?
Sim, não foram bonitos os dois dedos de Cristian apontados para o céu.
É que ele mirava lá para cima agradecendo ao Presidente do pedaço.
Mas, aqui na Terra, esses dedos não têm ainda utilização 100% liberada.
Aí, pelo gesto insano, ele foi acusado pelas tragédias de Hillsborough, quando 96 torcedores foram massacrados em 15 de abril de 1989, e de Heysel, cujos pisoteios causaram a morte de 39 pessoas, naquele Juventus x Liverpool.
Além disso, foi “culpado” também pela queda da arquibancada da Fonte Nova, daquela outra do Maracanã em 1992 e até pela derrubada das torres do WTC, no triste 11 de setembro de 2001.
“Cristian, o genro do Baroninho, virou o grande capeta do futebol brasileiro!!!”
Exatamente neste meio em que só temos freiras, noviças não rebeldes e monges tibetanos.
Então, Cristian merece o banimento, a exclusão do futebol, a prisão perpétua ou a extradição para o Iraque por 50 anos.
Tudo isso já está decretado por sábios que nunca erraram, erram ou errarão!
Ora, vão pentear macacos!
Os tais dedos só foram vistos na internet e nas fotos dos jornais da segunda-feira porque nossos repórteres fotográficos têm olhos tecnológicos e humanos excepcionais.
A TV, domingo à tarde e à noite, só teve olhos para os pés de Cristian e não para seus dedos indicativos de grande chute e de grande vitória.
É, mas “ele incitou a violência”, falaram “Madres Teresas”, “Martins Luther Kings”, “Gandhis” e Oscar Maroni, o agente de Mauro Beting.
Violência de quem?
De corintiano para corintiano em 99% nas felizes arquibancadas do Pacaembu?
E aos 47’ do segundo tempo?
Corintiano ali só queria naquela hora era beijar uns aos outros, gritar, comemorar e agradecer a Cristian, o filho do professor Rangel, de Contagem-MG.
E os poucos são-paulinos só queriam chorar, dar no pé e não estavam nem aí com os dedos do Cristian.
Mas, está bom, capitulo e vou ficar do “lado da lei”, dos bons costumes e deste virgem e santo mundo do futebol tão profanado pelo “estuprador” Cristian.
Sim, o gesto foi muito feio, agressivo e ofensivo e ele merece ser condenado… à morte!!!
Mas, por cosquinhas!!!
Que seja submetido a 30 terríveis séries de torturas por cócegas de uma hora por dia.
Eu não agüentaria nem 10 minutos.
Mas, antes da morte desse novo Edmundo, Almir e Beijoca, que sejam primeiro decapitados cerca de 50 mil personagens nefastos do futebol brasileiro, desde Charles Miller.
E que mais uns quinhentos outros tornem-se pelo menos manetas por subtração daquilo que é do torcedor.
Aí, sim, vamos matar de rir o Cristian que, como São Sebastião, recebeu flechadas demais em sete dias.
Mas isso é e foi café pequeno perto dessa crucificação imbecil e hipócrita que armaram contra ele neste mundo de nosso futebol tão impuro e cheio de franciscanos.
Franciscanos tão legítimos quanto uma nota de 30 dinheiros “judísticos”.
E aí, torcedor, concorda ou discorda da ação do Cristian e da repercussão do ato na imprensa? Opine!
Palmeiras 1 x 3 Santos. Depois dessa, a torcida do Verdão vai cantar: “Chega de historinha, o Luxa não ganha nem Paulistinha.” Após ver vaca ir para o brejo na Libertadores, o time do Parque Antártica se despede do Paulistão. Palmeiras 1 x 2 Santos. Na mosca! Milton Pitonisa Neves é pé-quente e bom de palpite.
São Paulo 2 x 0 Corinthians. Outro que encerra a participação é o Corinthians. E o Tricolor, descansado, encaçapa o Timão. Com Ronaldo e tudo. São Paulo 0 x 2 Corinthians. Errei, assumo. Mas estão dizendo que o Rodrigo está até agora procurando um taxi para correr atrás do Ronaldo.
Flamengo 2 x 1 Botafogo. O Fogão, depois da vergonha de perder para o Americano de Campos, perde para o Fla, do Cuca chorão. O Cuca chora mais do que a torcida do Grêmio. Mas é ótimo rapaz. Flamengo 1 x 0 Botafogo. Acertei o vencedor. Portanto, na mosca! E desta vez o Cuca chorou, mas de emoção. E quem vence o campeonato, hein?
Atlético-MG 3 x 1 Rio Branco. E o Galo Mais Lindo do Mundo será o campeão mineiro. Milton Pitonisa Neves nunca erra, hein? Atlético-MG 1 x 0 Rio Branco. Na mosca! O Galo agora vai para cima do Cruzeiro. E vai ganhar. Apesar do Leão.
Cruzeiro 0 x 1 Ituiutaba. É histórico: o Cruzeiro sempre treme diante do querido Ituiutaba. Assim como treme para times argentinos. Cruzeiro 2 x 1 Ituiutaba. Realmente o Cruzeiro treme, mas o placar foi “roubado”. Não vi a partida, mas sei que a arbitragem deu uma bela “mãozinha” para o time da Toca da Raposa.
Internacional 4 x 0 Caxias. Já campeão, o Colorado apenas cumpre tabela. E mais uma vez não teremos o Fre….digo, Grêmio jogando no fim de semana. Não tem graça. Nenhuma graça a vida sem o Grêmio, o maior vice-campeão do sul. Internacional 8 x 1 Caxias. Eu falei desde o começo do ano que daria Colorado. Milton Pitonisa Neves não erra nunca! E agora é fato: o Inter mudou o nome para “SC Múmia”, o time mais enfaixado dos Pampas.
Atlético-BA 2 x 1 Vitória. Com a “grife” Atlético, o time sai ganhando por 1 a 0. Coitado do Vitória, vai perder para a “filial” do Galo Mais Lindo do Mundo. Atlético-BA 1 x 2 Vitória. Na mosca! Ao contrário. O querido Vitória venceu. O que mais eu posso falar?
Fluminense 1 x 2 Bahia. Grande Bahia. Longe do time de Charles e Bobô, o tricolor ainda briga para voltar ao primeiro escalão do futebol brasileiro. Enquanto isso vai brincando de ser campeão na Bahia. Fluminense 1 x 2 Bahia. Na mosca! Milton Pitonisa Neves é “bão” de palpite. Quer o resultado da loteria?
Náutico 0 x 2 Sport. Se o grande Sport, com um a menos e “roubado”, quase venceu o Palmeiras no meio da semana, o que fará com o querido Náutico? Vai ganhar, uai! Náutico 0 x 0 Sport. Acertei o zero do Náutico. E o Sport é o campeão.
Atlético-PR 0 x 2 Paraná. Apesar de fazer parte da “grife” do nome do Galo Mais Lindo do Mundo, o Atlético não vai vencer o Paraná, não. E olha que Milton Pitonisa Neves é bom de “parpite”, como se diz lá em Guaxupé. Atlético-PR 3 x 0 Paraná. Eu teria acertado se o “Apito Amigo” do Furacão não tivesse entrado em campo. O Paraná é uma espécie de Portuguesa, sempre é prejudicada.
Para relembrar algumas regrinhas: o blogonauta que mais acertar os resultados dos 10 jogos vai ganhar um cooler da Brahma, que enviarei para a casa do sortudo. Só valem palpites cheios, placar 100% na mosca. Se houver empate entre 2 ou mais palpiteiros certeiros, farei um sorteio. Os não premiados, que vierem a perder no sorteio, ganharão uma lembrança especial do meu site www.miltonneves.com.br. Os palpites devem ser postados apenas no Blog até sábado às 16h, para todos concorrerem com 100% dos jogos. E atenção: só valerão palpites com os nomes dos clubes, não valendo apelidos ou abreviações, ok? Boa sorte!
A vencedora da semana foi Mariana Capelo, com quatro acertos. Parabéns a ela e obrigado pela participação de todos.
Enviado por: Milton Neves - Categoria(s):BastidoresTags relacionadas:
O Majestoso pode não ser o clássico mais famoso do Brasil. Mas, sem dúvida, tem um charme especial. Corinthians e São Paulo são ao mesmo tempo tão diferentes, mas tão parecidos. Tão distantes, mas tão próximos. Abaixo dedico todas as comparações aos mundos tricolores e alvinegros. Cito amigos, familiares, colegas, conhecidos, personalidades, ídolos… Que sirva como um pedido de paz por todos os duelos entre os gigantes.
- São Paulo razão. Corinthians emoção.
- São Paulo organização, planejamento, realidade. Corinthians sonhos, sonhos, sonhos…
- São Paulo do grande estádio. Corinthians quase sempre maioria nos grandes estádios.
- São Paulo preto, branco e vermelho. Corinthians preto, branco… e também um pouco de vermelho.
- Corinthians do filho da Dona Guiomar: Sócrates. São Paulo do filho da mesma Dona Guiomar: Raí.
- São Paulo pó de arroz. Corinthians fumaça preta.
- São Paulo da garoa. Corinthians inundação.
- São Paulo das mansões. Corinthians do “Casagrande”.
- São Paulo do Marco Aurélio Cunha. Corinthians do Citadini.
- Corinthians do provocador Vampeta. São Paulo do provocador Souza.
- São Paulo por Alberto Helena e Alexandre da Costa.
- Corinthians por José Geraldo Couto e Celso Unzelte.
- São Paulo do Pinheiros. Corinthians do Tietê.
- São Paulo do Nando de Itaquera. Corinthians do Nando do Morumbi.
- Corinthians de Itaquera, Tatuapé, Vila Maria… São Paulo da Barra Funda, Morumbi, Campo Limpo…
- Corinthians do Rubinho Barrichello. São Paulo do Felipe Massa.
- São Paulo do Lima Duarte e Tony Ramos.
- Corinthians do Dan Stulbach e Antônio Fagundes.
- São Paulo do Netto (com dois tês).
- Corinthians do Neto, o “Eterno Xodó”.
- Corinthians do DJ Marcianno (com dois enes).
- São Paulo do “ET”, o divertido Cachoeira.
- Corinthians dos Gils: Gilberto Gil, atacante Gil, Raul Gil… Corinthians dos Chicos: Chico Xavier, Chico Lang, Chicão zagueiro goleador.
- São Paulo dos Franciscos: Francisco sogro-amigo, Francisco saudoso tio, Kalef João Francisco, Francisco Jesuino Avanzi, o guerreiro Chicão.
- Corinthians do Tom: o Tom Zé. São Paulo do Vinícius: que não é o Moraes. Corinthians do Toquinho: é ele mesmo!
- São Paulo dos Ronaldos: Ronaldão e Ronaldo Luís, o “Homem Trave”. Corinthians dos Ronaldos: goleiro-roqueiro-torcedor e Fenômeno.
- São Paulo do Michel Júnior do ABC, do Sandrão ex-Vila, do cunhado Roberto, do Bolinha, do Thiago, do Mário, da Soraia, da Paty, do Maurício, do Fábio, do Catta, dos Andrés, da Cris, da Vanessinha, da Greice, do Ronildo, dos Felipes, do Evandro, dos Paulos, do menino Matheus, do Hércules, do Huguinho, do Fernando Meligeni, do Mauro, do Canhoteiro, do Pedro Rocha, do Darío Pereyra, Lugano, do Roberto Dias, do Serginho, do Mineiro, do Rogério Ceni, do cocker Snoopy…
- Corinthians do Zeca MCA, do Ed de Santos, do Fernando da Vila Guilherme, dos outros Fernandos, da Mari, do Romuca, do eterno Mazarópi, do Renato, dos Paulos, do André, dos Zés, do Vitão e toda família, do Rodrigo, do China, do Américo, da Elisa, dos Luizinhos, dos Rafas, dos Marcos, dos Tiagos, dos Marcelos, do Alemão, da Tati, do Tocha, do Wesley, do Alberto, dos Sérgios, do Cesinha, do Caio, das Déboras, do Fausto, do Pedrinho, do Reinaldo, do Doutor Osmar, do Dudu, do Serginho Escadinha, do levantador Maurício, do Breno, do Pequeno Polegar, do Basílio, do Biro, do Wladimir, do Dida, da vira-lata Corina…
- São Paulo dos italianos Rossi, Milani, Spinelli, Gottardini, Giglioti, Lalá da Mooca…
- Corinthians dos italianos Olivetto, Milani (também), Bosio, Nalesso, Lancelotti, Carlotto, Amalfi do Ipiranga…
- São Paulo do Careca goleador.
- Corinthians dos bigodudos Zenon e Rivellino.
- São Paulo, pênalti absurdo em João Paulo, 1986.
- Corinthians, pênalti absurdo em Tinga, 2005.
- Corinthians democrático, socialista… São Paulo capitalista selvagem por títulos internacionais.
- São Paulo do Micheletti: o Mário. Corinthians do Micheletti: o Walmir.
- São Paulo do Washington, o “Coração Valente”. Corinthians do Kennedy, o amigo “Nelito”.
- São Paulo um tempo de Marcelinho Paraíba. Corinthians para sempre de Marcelinho Carioca.
- São Paulo do Zezé Di Camargo. Corinthians do Luciano.
- São Paulo dos três filhos de Milton e Lenice.
- Corinthians dos três filhos de Waldemar e Aurea.
- São Paulo do Juca: o Chaves. Corinthians do Juca: o Kfouri.
- Corinthians argentino: Tevez.
- São Paulo argentino: Sastre.
- Corinthians do Lucas e do Luquinha, da Vereda Tropical.
- São Paulo do Cassiano, do Cássio e do Tato Gabus Mendes.
- São Paulo dos Menudos.
- Corinthians da Rita Lee, a tua mais perfeita tradução.
- Corinthians invasor do Rio de Janeiro.
- São Paulo do Roger do Ultraje: o “Invasor de todas as praias”.
- São Paulo dos Henrys: Aidar, Castelli…
- Corinthians dos Silvas: Ayrton Senna, Lula…
- São Paulo de Paulo Machado de Carvalho.
- Corinthians do Pacaembu.
- São Paulo do Portugal Gouvêa.
- Corinthians do Matheus.
- São Paulo do Juvenal.
- Corinthians do Andrés.
- Corinthians do Dualib.
- São Paulo do Pimenta.
- São Paulo, queda em 90 não admitida, decepcionante, volta por cima, cirurgia plástica, sorriso amarelo…
Corinthians, queda em 07 com dor, cicatriz, choro, volta por cima, fratura exposta. (Exposta até nas telas).
- São Paulo do Telê. Corinthians do Brandão.
- São Paulo do Carlinhos Vergueiro, do Nando Reis, do Nasi, da Karina Bach, da Luana Piovanni, da Ellen Roche…
- Corinthians do Xis, do Ice Blue, da Negra Lee, da Rainha Hortência, da Paula Lima, da Sabrina Sato…
- São Paulo, minha vida: Kelly.
- Corinthians, minha história.
Belo texto do Rogério Micheletti, hein? Vamos torcer em paz!
O São Paulo levou um time reserva para jogar a Libertadores na Colômbia.
Verdade, não estou inventando!
Os titulares foram poupados para disputar a segunda partida das semifinais do Campeonato Paulista.
A estratégia, para mim, soa como um absurdo sem tamanho.
Ora, a prioridade do São Paulo sempre foi a Libertadores, ou não?
Sim, sempre foi.
Então, por que o clube presidido pelo todo-poderoso Juvenal Juvêncio mudou de idéia?
Medo do Corinthians e das consequências que uma eventual eliminação do Estadual em casa pode causar?
Meu Deus do Céu!
Até quando teremos que conviver com a mentalidade tacanha que impera nos times nacionais?
Eu escalaria os juvenis para enfrentar o time do Parque São Jorge, grande porcaria.
Até uma criança de dois anos de idade sabe que a Libertadores goleia o “Paulistinha”.
Não há comparação.
Só um dirigente com um visão muito pequena pode pensar que derrotar o Corinthians, apesar da rivalidade, pode ser mais importante do que terminar a primeira fase do torneio continental em uma colocação privilegiada.
Houve concordância da comissão técnica para agir de forma tão imatura?
Estou confuso quanto às posições de Muricy Ramalho.
Ele declarou recentemente que perdeu as duas últimas edições da Libertadores porque teve que decidir a vaga à etapa seguinte na casa do adversário.
Culpa da campanha irregular na primeira fase, segundo ele.
Mas, em 2009, o treinador perde a chance de ouro de entrar nas oitavas-de-final como o melhor primeiro colocado de todos os grupos.
Afinal, os suplentes do time do Morumbi perderam para o fraco Independiente, em Medellín, por 2 a 1.
Patético.
O Campeonato Paulista é uma competição amistosa se comparado à Libertadores.
Basta ver o que acontece com Vanderlei Luxemburgo.
O técnico palmeirense é tricampeão estadual e é visto como um treinador em decadência.
São Paulo, você agiu como um time regional.
Postura e condição que o clube do Morumbi sempre impõe ao Corinthians, de forma pejorativa.
Dirigentes tricolores dizem que não existe são-paulino “doente”, porque, na visão deles, “doente” é o corintiano.
Pois o medo de ser eliminado do “Paulistinha” deixou a diretoria do São Paulo “doente” da cabeça.
A Libertadores não era a prioridade?
Então, por que Wágner Diniz, Wellington, André Lima, Richarlyson e Hugo jogaram em Medellín?
Para dar descanso às feras, que precisam “lavar a alma” contra o “Curintxia” no domingo?
Quanta incoerência!
A torcida espera que a falta de planejamento do São Paulo não provoque mais uma eliminação precoce da Libertadores.
Veja abaixo a íntegra do texto que circula pela internet.
“Após Rogério Ceni fraturar o tornozelo para não enfrentar o Corinthians na partida semifinal do próximo domingo, o capitão são-paulino deu o lugar para outro “jovem”, Bosco.
O goleiro/surfista terá o trabalho de parar Ronaldo, Elias, Chicão, Cristian e companhia.
Prometendo não levar nenhuma pilha ao Morumbi, a torcida corintiana lançou a campanha “Chuta que é o Bosco”, tamanha é a qualidade do arqueiro tricolor.
Porém… Eu ainda acho que o melhor era ter Rogério Ceni como adversário. Seria sensacional ver o Corinthians triunfar novamente em cima do freguês 01, que vive “bela” fase!”
A propósito, não concordo com tal afirmação, viu?
Aliás, o goleiro está invicto desde 2007, quando o Tricolor perdeu para o Atlético-PR por 2 a 1.
Está certo que de lá pra cá ele só jogou 11 vezes, mas invencibilidade é invencibilidade, como diria Mauro Beting.
Desde que chegou ao Morumbi, em 2005, Bosco jogou 32 vezes, sendo 15 vitórias, 11 empates e seis derrotas, segundo a assessoria de imprensa do Tricolor.
Portanto, a cada dez partidas, o São Paulo com Bosco no gol perdeu “quase” duas vezes.
Média alta, hein?
E aí, torcedor, o Bosco é bom ou não é? Eu digo que é. E olha que Milton Pitonisa Neves nunca erra.
Se o Palmeiras, o ainda “Peru da Libertadores”, não vencer hoje, de nada terá adiantado a vitória heroica sobre o Sport na semana passada.
Há sete dias, o Verdão jogou fechado; hoje é a vez de os pernambucanos atuarem na retranca.
Luxa e Nelsinho Baptista, experientes que são, precisam fazer os times jogarem com inteligência.
E a torcida palmeirense vai necessitar de paciência.
Muita paciência.
Mesmo na lanterna do grupo, o Palmeiras depende apenas de suas forças para se classificar.
E mais: ainda pode ser o primeiro da chave.
Mas um empate hoje pode reduzir e muito as chances de classificação do time de Vanderlei Luxemburgo.
Se perder, então, um abraço.
PT Saudações.
Eu não quero tocar “marcha fúnebre” hoje no Terceiro Tempo da Rádio Bandeirantes, viu, palmeirense?
E o São Paulo?
Já classificado, inicia hoje uma fase cujo desfecho não sabemos: a ausência de Rogério será absorvida, digerida e entendida pelos jogadores e pela torcida?
Ou o capitão vai fazer uma falta tremenda, tanto embaixo das traves, quanto nas cobranças de falta e, sobretudo, nos bastidores?
A seguir, cenas dos próximos capítulos.
Boa sorte ao time de Ju-Ju, o Juvenal Juvêncio, o “mui amigo” de Andrés Sanchez.
Outro que joga hoje pela Libertadores é o Grêmio.
Com dez pontos, pode se classificar caso vença o Universidad de Chile, que tem sete pontos.
Mas se perder, ainda há saída.
E o Corinthians?
Ah, o Ronaldo está de folga e o Timão joga “apenas a Copa do Brasil”.
Qual a graça?
A emoção é a mesma que desperta o campeonato de peteca lá de Muzambinho!
E aí, internauta? Pode torcer, “secar” e opinar à vontade. O espaço é seu!
Jornalista Profissional Diplomado, Publicitário, Empresário, Apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, Escrivão de Polícia aposentado em Classe Especial, pecuarista, cafeicultor, tem o Café Milton Neves no mercado desde maio de 2008 e é empresário também no ramo imobiliário.